Antony Magalhães, o primeiro autor de FC da Luva Editora

Muito em breve a Luva Editora lançará sua primeira obra de Ficção Científica, o livro Anacrônico, do autor Antony Magalhães. Enquanto o livro está em produção, confira uma breve entrevista com Antony, em que ele fala sobre sua carreira, o Anacrônico e mais.

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Crédito : Leo Cavalheiro

1- Conte um pouco sobre sua carreira literária.

Sempre li muito desde cedo. Era louco por revistas e gibis e já dizia que seria escritor e jornalista. A “Turma da Mônica” fez com que tomasse gosto pela leitura. Visitava a biblioteca da escola todos os dias e estava sempre com um livro novo enfiado na mochila. Comecei a escrever com 14 anos. É a história que muitos jovens escritores contam, mas comecei a escrever por causa de Harry Potter. Queria muito ler os livros e, como não tinha condições pra comprar, decidi que iria escrever os meus. Por anos fui começando livros e projetos e nunca terminava. Quando estava com 17 anos, um editor disse que publicaria meu livro se eu o terminasse no prazo. Deixei até de ir pra escola e dormir, mas consegui escrever “Éden: Morte no paraíso” no tempo previsto. Ele nunca publicou o livro, mas isso me deixou mais confiante. Sabia que se sentasse iria escrever. Depois disso escrevi um livro atrás do outro.

2- E como surgiu a inspiração para escrever Anacrônico? E como foi a experiência de escrevê-lo?

Anacrônico surgiu da junção de várias ideias. Tinha ideias pra uns quatro livros e percebi que poderia juntar tudo em uma história só. Um universo bem rico acabou surgindo e fiquei bem feliz com o resultado. Tenho 8 originais prontos. Livros que escrevi desde que finalizei “Éden” aos 17 anos. Cada livro foi importante para o amadurecimento da minha escrita. Escrever o romance “As palavras que ninguém mais diz”, por exemplo, mostrou que eu conseguia emocionar se quisesse. Não precisava de explosões e pessoas usando poderes pra narrativa fluir e ser interessante. Escrever Anacrônico provou que eu estava pronto de verdade. Que tinha maturidade pra contar histórias complexas e maduras e que minha narrativa estava em um novo patamar. É como se Anacrônico fosse meu primeiro livro. Após Anacrônico, me sinto um escritor diferente.

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3- Anacrônico toca em questões importantes e sensíveis, como a desigualdade social. Poderia falar um pouco sobre isso?

Seja nos roteiros ou livros que escrevo, procuro sempre prezar pela representatividade. Se for pra escrever livros com personagens iguais aos da maioria dos livros, prefiro nem escrever. De diversas formas Anacrônico é uma crítica aos problemas da nossa sociedade. Diversidade sexual, de gênero e cor estão presentes no livro e quando tratamos de representatividade é inevitável não falar sobre racismo, machismo, homofobia. Espero que muitos leitores se sintam representados no livro e se identifiquem com a personagem Maria. Uma brasileira corajosa que luta pra conseguir o que deseja.

 

 

4- Quais escritores você mais admira? Eles influenciaram sua escrita de alguma forma?

Além de J.k Rowling e Agatha Christie, gosto muito de Marcelo Rubens Paiva. Estava começando a escrever meu primeiro livro quando li “Feliz ano velho”. Li e percebi que poderia falar sobre sexo e drogas com naturalidade. Não era “proibido” usar palavrões ao escrever. Eu ainda tinha uma visão de que a literatura deveria ser toda certinha e que haviam assuntos proibidos. Mesmo lendo bastante, tinha essa visão e certo receio de ser julgado pelo que escrevia. Quando li Marcelo Rubens Paiva aprendi algumas lições que mudaram minha forma de escrever e enxergar a literatura.

Em um Brasil pós-guerra, a escravidão é um negócio lucrativo, o ar é tóxico, as temperaturas são altas e as pessoas vivem em cidades tecnológicas protegidas por redomas de vidro. Nessa sociedade que passa seu tempo diante da TV e entorpecida com drogas fornecidas pelo governo, vive a jovem escrava Maria. Comprada por uma família poderosa quando criança, aos poucos ela demonstra ser uma escrava diferente. Ela quer saber mais sobre seu passado e poder controlar seu futuro. Maria quer vingança.

 

Em breve, o Anacrônico entrará em pré-venda. Fique atento às redes sociais da Luva para garantir logo o seu.

Um comentário sobre “Antony Magalhães, o primeiro autor de FC da Luva Editora

  • Esse foi meu aluno 👏👏👏👏👏👏
    E quanto a ele ler mto qdo criança é pura verdade…..dei aulas pra ele de educaçao fisica mas persebia seu talento …..mto inteligente com respostas precisas e perguntas nao tão precisas q deixavam os professores sem saber como responder kkk parabens Antoni vc merece td de bom 👏👏👏👏👏👏👏👏😙😙

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